Cosmovisão da Competência em Informação (CoInfo)

01/06/2017 17:47

Alexander Willian Azevedo*

 

Ao se pensar na competência em informação, logo nos remete a refletir o que é ser competente, que pela sua complexidade conceitual, gera-se uma série de discussões em todas as áreas do conhecimento, por exemplo, na área da Administração dialoga a gestão por competência, no Direito a competência versa a legitimidade e responsabilidade de um órgão judicial (como um desembargado, juiz, por exemplo) de exercer a sua jurisdição. Entretanto, na Ciência da Informação pela sua natureza interdisciplinar, ou melhor, transdisciplinar, para ser competente especificamente em informação, se difunde pelas labaredas das aptidões para cumprir tarefas ou funções com a informação e conhecimento.

Ao se mergulhar nas publicações técnicas (como nos anais do SNBU e CBBD) e científicas (avalanche de artigos em periódicos científicos) da Ciência da Informação para compreender, efetivamente, a base conceitual e o modus operandi da competência em informação, nos afogamos na Navalha de Occam.

Isto porque, é possível verificar um erro conceitual nas publicações sobre a competência em informação, pois na literatura especializada se denomina e delimita um individuo competente como aquele que tem aptidão em um conjunto especifico de habilidades informacionais, esquecendo (ou confundindo, assim entendo) que para analisar as competências de um individuo ou grupo de pessoas, se faz necessário verificar seu conhecimento (é aquilo que o indivíduo deve ter para desempenhar suas funções com maestria), sua habilidade (ou aptidão para desempenhar algo, é o saber fazer), e atitude (colocar em prática seus conhecimentos e suas habilidades).

Vale ressaltar que o Movimento da Competência em Informação (CoInfo) no Brasil vem se consolidando com ações de informação que se articulam em redes de conhecimento colaborativo, que já tem como fruto desta integração de especialistas a “Declaração de Maceió”(2011), “Manifesto de Florianópolis” (2012), “Carta de Marília” (2013), “Relatório Seminário CoInfo no ENANCIB”(2014), que são ações estratégicas que envolve o compartilhamento de iniciativas e métodos de trabalho em unidade de informação sob a ótica da competência em informação.

Portanto, que o tripé da competência em informação, que são os conhecimentos, habilidades e atitudes em informação, também conhecidos como CHA’s, possa a ser explorado de forma efetiva no universo da Ciência da Informação, salutando a lacuna que vem sendo utilizado na área.

 

*Alexander Willian Azevedo é doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal da Paraíba (PPGCI/UFPB) e professor vinculado ao Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (DCI/UFPE). E-mail: azevedo.aw@gmail.com